domingo, 14 de agosto de 2011

Educação Musical nas Escolas

Nunca teve a tendência de dizer "devias pôr a tua filha no piano." Tocar um instrumento permite trabalhar os dois lados do cérebro...

Não consigo perceber como é que a música não faz parte da educação nas escolas.


Mas existe educação musical...

Um pífaro, de vez em quando... Os jovens alemães e austríacos, por exemplo, tocam instrumentos. Saber lidar com um instrumento e com a música é uma competência extremamente útil para o resto da vida.


Porquê?

Estimula os dois lados do cérebro e a interacção entre os dois hemisférios cerebrais.


A mão esquerda, a direita...

E não só. É a leitura, a melodia, a sequência, a capacidade de ligar o som ao movimento. Uma série de tarefas elementares óptimas para estimular o cérebro. Um cérebro estimulado e preenchido é mais económico e rápido a resolver problemas. A grande capacidade do cérebro é ser económico e gastar pouca energia.


Que outras actividades devemos proporcionar às crianças?

A educação musical faz muita falta. A actividade física é fundamental.


Porquê?

Envelhece-se melhor. Mente sã em corpo são. Quem anda meia hora por dia tem melhor capacidade intelectual.


Excerto de uma entrevista realizada ao Médico Neurologista e Professor Alexandre Castro Caldas a 15 de Maio de 2010.

sábado, 13 de agosto de 2011

Meu querido mês de Agosto

De Agosto e da bimbalhada! Os emigrantes são uma cena que não me assiste nem compreendo. É certo que a vivência em França é diferente da vivência em Portugal. As diferenças são inequivocamente notórias, senão vejamos:

1º- O emigrante só tira o seu BMW ou o seu Mercedes da garagem durante as férias.
2º- O emigrante dos dias que correm vai à aldeia dar beijinho à mamã e ao papá e marcha rumo ao Algarve. Por isso as matrículas francesas na A2 estão em maioria comparativamente às portuguesas.
3º- Ao olhar para o carro do emigrante, vê-se sempre alguma coisa na parte de trás referente a Portugal, não, minto, referente à Federação Portuguesa de Futebol!
4º- Quando os emigras vão a praia, eles têm de mostrar que são emigras! Por conseguinte, falam em francês quando percebem que as outras pessoas os estão a ouvir, demonstrando o requinte do seu francês enjoativo. Porém, quando se chateiam, ou porque a criança não quer por o protector, ou porque a criança não quer pôr o chapéu da Federação Portuguesa de Futebol, a língua portuguesa que está dentro deles sai fora com uma fluência fantástica.
5º- Emigrante tem sempre roupa bimba e não se importa de a exibir em todo o seu esplendor!
6º - E, por último - O emigrante tem de mostrar que percebe de música e põe a sua música francesa azeiteira para que todos a possamos ouvir. Quão altruístas!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Comentário Encorajador!

A todas as pessoas que, por qualquer motivo, disseram vezes sem conta "a partir de amanhã vou correr para o parque!" e que depois nunca o cumpriram, eu tenho a dizer: Se eu estou a conseguir (ainda pra mais com o meu desvio septal que só me deixa praticamente respirar bem de uma narina), vocês também conseguem :D

O truque, para quem é péssimo nestas coisas de fazer desporto, é ir estabelecendo pequenas metas para cada dia: "Hoje uma voltinha seguida!", "Amanhã uma voltinha e meia!".

E estejam realmente atentos à vossa saúde, os Acidentes Vasculares Cerebrais continuam a ser uma das principais causas de morte em Portugal :x

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Des(ilusão)



Tentativa de descrever o sentimento de desilusão em palavras metaforizadas: Segues na estrada da vida e, sem saber bem como nem quando (torna-se quase impossível convencionar os limites) a tua vida entronca com a de alguém. Avanças a medo, step by step, percebes que te faz bem e dás de ti. Recebes em troca. Torna-se tão importante para ti que alimentas cada vez mais essa bola de neve sem perceber que estás a subir indeliberadamente os degraus de uma falsa escadaria que se some (quando menos esperares) por baixo dos teus pés e que, depois, só te leva a perceber que quanto mais alto chegaste, maior foi a queda. Depois, não sabes bem como nem quando (torna-se quase impossível convencionar os limites) e, num próximo entroncamento, segues em frente e esse mesmo alguém vira à direita, vá, ou à esquerda, resolutamente (ai o grandessíssimo filho da mãe!). Tentas fazer inversão de marcha para perceber o que terá acontecido afinal, step by step, até que percebes que talvez não valha mesmo a pena. O tempo passa e a distância entre ambos aumenta e, caso fiques ali parado a pensar no que perdeste só atrasas o decurso (neste caso, percurso) habitual da tua vida. E é fodido, mas tem mesmo de ser. Mais à frente há outro entroncamento!

Sociedade


Ultimamente, e cada vez mais, tenho reparado que as pessoas (e os seus, por vezes, péssimos e nojentos hábitos) me incomodam tanto tanto, que chego ao ponto de querer gritar com elas e repreendê-las como se se tratassem de crianças. Na verdade, e fora de brincadeiras, acho que trabalhar com crianças me anda a fazer mal em relação a este último ponto. Se por um lado me questiono se ando a ficar louca, pelo outro penso que o problema não deverá ser só meu!
Um exemplo muito simples que agora me recordo particularmente: As portas dos metros e, por vezes, comboios indicam explicitamente a todo o ser humano alfabético "Antes de entrar, deixe sair". Pois ainda assim, e como se o metro/comboio fizesse apenas uma paragem de 3 a 4 segundos, a gentinha (pelo menos a grande maioria!) que está cá fora entra com pujança que nem touros largados em arena. Ai a sério, mete-me cá uma caspa que nem queiram saber! É que, à conta da brincadeira, e involuntariamente projectada para trás pela multidão que entra de repente, já me aconteceu ter de ser um pouco "brusca" para conseguir chegar à porta de saída.
Ora, com tudo isto, se a palavra "sociedade" deriva do latim societas (associação amistosa entre os outros") que, por sua vez, deriva de socius ("companheiro") e, como se vocês não soubessem já, aquilo em que vivemos afasta-se exponencialmente deste belo e utópico conceito.
Não sei, digam o que disserem, achem aquilo que acharem, e concordem ou não comigo (creio que será um pouco imprudente ou até mesmo impossível discordar uma vez que os resultados estão every single day à vista) isto só muda quando deixarmos de ir atrás daquilo que os outros fazem e começarmos a remar em sentido contrário. Pensem nisto e da próxima vez, por amor de todos os Santos, Anjos e Arcanjos (até me fazem aqui infringir o segundo mandamento da Lei de Deus) ANTES DE ENTRAR DEIXEM SAIR!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estou de certa forma...

Chocado! Chocado como a sociedade portuguesa consegue ser tão maquiavélica e, ao mesmo tempo, ter uma ignorância equiparável ao nível das crianças. Passo a explicar: O cantor/actor Angélico esteve internado no HSA no Porto. Vigílias de luzinhas foram feitas, cartazes à porta do Hospital, todo um aparato que a sociedade portuguesa gosta de fazer quando alguém importante morre. Este aparato é completamente sugado pelos meios de comunicação social, com destaque à TVI pelo referido actor ter contrato com a empresa. Já com o outro que se espatifou na rotunda foi a mesma coisa. Continuando, todo este aparato é sugado para os MCSocial que fazem, do choro e da tristeza de alguém, dinheiro e, sobretudo, audiências. Assisti, nestes dias, ao: "Quem dá a noticia mais rápido!", assisti a jovens (muito jovens) na frente do HSA a chorar como se de um familiar se trata-se mas, preocupei-me ainda mais quando vi os pais. Meus amigos, quem são os pais que levam os filhos para a frente do hospital para dar uma força imaginária (isto dói de dizer mas, quero dizer, a vossa força não ia dar grande resultado), uns peluches e deixar as suas mágoas escritas em cartolina? Isto é aquilo a que chamo um acto de (quase) loucura, por muito que os filh@s gostassem do sex symbol.
Depois, as redes sociais vieram mudar o mundo completamente. Tão completamente que até pode acontecer isto:



Isto são dois exemplos de:
1) Uma grande falta de sensibilidade sobre o que é o amor e o significado da palavra "Amo-te".
2) Como é que raparigas como a segunda (garanto-vos que deverá ter no maximo 12 anos de idade) têm facebook.
3) O que ocorre psicologicamente na cabeça de uma criança para vir fazer um comentário destes? O que vai na cabeça de uma criança para vir demonstrar tanto amor por alguém que não conhece? Ela não devia estar a brincar no facebook fazendo comentários  acerca de alguém que já está morta.

Isto preocupa-me, tanto porque tenho uma irmã pequena e não tomo partido, de todo, que ela seja assim! Repito: De todo!

Mas outros assuntos se levantam. Toda a gente viu o estado do carro. Desculpem meus amigos mas para um BMW daqueles ficar naquele estado, 120km/h não chegam para o desfazer a tal ponto. Já vieram inclusivé dizer que ele afinal tinha cinto de segurança, o que duvido profundamente pois basta comparar com o companheiro que ia ao lado e tirem as vossas ilações. É uma infantilidade de parte de qualquer condutor não usar o cinto de segurança. Mais a mais, um BMW dos novos, dá sinal para o condutor por o cinto, agora não percebo se ele o ignorou ou o que terá acontecido. 

Voltando ao assunto da comunicação social. Basicamente CAGARAM nos outros 3 ocupantes. Obviamente que a audiência não seria a mesma... Quem quer saber dos outros dois morcões que vinham no carro? Quem vende revistas é o sex symbol!

Resumindo: Morreram duas pessoas num despiste provocado pelo rebentamento de um pneu. Usem o caralho do cinto!